Comportamento Ético das Ongs e consequências

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Há poucos dias, presenciamos a ocorrência do fenômeno climático batizado de Matthew ou Furacão Matthew.

Extensão:

Jamaica, Cuba, República Dominicana, Bahamas e, especialmente, o Haiti. Wikipédia

Total de mortes: 1.384

Categoria: Furacão Categoria 5

Data: 28 de setembro de 2016 – 10 de outubro de 2016

Áreas afetadas: Províncias atlânticas do Canadá, Daytona Beach, mais

 

No dia seguinte, o sol ainda não alcançara seu expoente e os anúncios das Organizações Não Governamentais já estavam postados e clamando por doações para socorro das vítimas do Matthew, esse imbecil.

A Visão Mundial, a Mais, Médicos Sem Fronteiras, Unicef e muitas mais estavam lá e seguem com a propaganda. Doem para que eles possam ajudar as vítimas dessa malvadeza sideral e/ou climática. Será?

Tudo bem, Haiti e Cuba são a expressão bastante convincente de países mal administrados, onde qualquer ventinho ou terremotozinho não deixa nada em pé. Imagine se fosse um Big One. Republica Dominicana e Jamaica, embora um pouco melhores, ainda deixam muito a desejar quando essas porcarias aparecem por lá.

Ainda bem, sabe-se lá por que, faz muito tempo (alguns séculos) que não nos visitam. Desconfio que não nos sairíamos muito melhor do que eles. Basta ver o que qualquer chuvinha mais barulhenta é capaz de realizar em nossas ruas e bairros, sem privilégios para ricos ou pobres.

O Matthew passou lá pela Flórida – USA também, mas não logrou matar tantos, só uns quarenta ou cinquenta, não por ter sido mais bonzinho, mas muito porque lá eles estão infinitamente mais preparados para esses mau humores universais, nossos  e de nossos irmãos haitianos, cubanos, africanos etc.

Mas tenho a sensação que essas ONGs (não só essas, claro) adoram os Matthews da vida. Os caras chegam a salivar quando falam da necessidade dos coitadinhos dos haitianos (cubanos não, porque eles ainda não deixam as ONGs entrarem por lá, sobretudo as naturais do Tio Sam) e em seguida pedem grana para cumprir a missão de ajuda-los, esses desesperados incapazes. Não me surpreenderia se soubesse que eles até oram pedindo-os a Deus.

Fazendo uma flexãozinha mínima, do ponto de vista de um velho (mas ainda vivo) missionário e captador de recursos, não seria o caso dessas missões, digo ONGs, estarem prontas para operações de salvamento? Afinal, elas (as intemperes climáticas, guerras, epidemias, incêndios, etc.) não costumam avisar.

Os melhores mecanismos de prevenção estão longe da precisão, às vezes avisam um furação na escala Categoria 5 e chega um ventinho mixuruca, noutras preveem um Categoria 2 e chega um 5.

Ceis já imaginaram se houvesse um incêndio lá no Hospital das Clínicas (aconteceu algumas vezes) e o Corpo de Bombeiros, ao invés de sair a toda sirenando por aí, postassem no feici algo mais ou menos assim: “Olha gente, tá pegando fogo lá nas clínicas. Sabemos que há vitimas fatais e outras podem surgir.

Se cada um nos ajudarem doando no mínimo R$ 80,00, via Pay-Pal ou Pag-Seguro, quem sabe não chegaríamos lá a tempo de salvar umas camas e pinicos, lá? Ajude-nos a salvar umas vidas lá, seu muquirana”. O que aconteceria, nesse caso? Ridículo né?

Meu, esses caras deveriam estar prontos, próximos ou mesmo vivendo nos lugares onde isso costuma a acontecer, treinados, equipados e em condições para fazer o socorro, né não? Mas essa não é a realidade deles. Já testemunhei o caos dentro de algumas dessas ONGs quando eles precisam enviar uma ou mais equipes para algum lugar.

A regra nas organizações brasileiras é a improvisação. As europeias e norte-americanas funcionam melhor, claro, mas seus escritórios aqui tendem a não seguir rigorosamente seus manuais internacionais.

Sem falar não falta de ética dessas organizações ao fazerem essas campanhas em cima do laço. Obviamente, estão aproveitando o momento ocasionado pelos Matthews para faturar geral.

Não digo que não façam o trabalho, em geral fazem, mas boa parte da grana será incorporada ao budget geral, que inclui aluguel, salários, encargos e benefícios, fora o carro do chefe, etc., salvo engano e isso é antiético e mentira.

Oh, quando vejo essas organizações agindo assim, fico triste. Mais ainda quando algumas delas abrigam gente conhecida e até pseudo amigos.  Papai do Céu e eu não aprovamos essa metodologia. Se não for por isso, poupem seus contribuintes dessas vergonhas, ao menos, por favor.

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Author: Lou H. Mello

Olha só, pessoal assíduo no meu blog profissional já está careca de saber quais são as minhas graduações e tentativas de pós, etc. Pessoalmente, dou pouco valor a tudo isso. É mais um mercado, apenas, onde as universidades acreditam ter o monopólio dos diplomas. Ledo engano. A ajuda é sempre muito relativa. Estudei a Bíblia e ainda o faço, dei aulas em várias escolas teológicas, até o pessoal encerrar minha carreira, nessa área. Acho que não me achavam adequado, sei lá. Legal mesmo, foi viajar por aí a pampa, com destaque à missão para a Albânia, em 1979 e países da África em 1981. Depois disso rodei muito pelos EUA e Europa, mas nada demais nisso. Tenho espírito missionário, acho, mas nos EUA estava mais interessado em fazer um pé de meia. Não deu certo. Mas aprendi muito por lá, onde há muito a aprender.
Atualmente, acalento o Projeto Corações Valentes e tento manter dois ou três clientes, aos quais presto consultoria na área de Desenvolvimento (Comunicação e Captação de Recursos), algo que aprendi com os norte-americanos, campeões nessa área, , sobretudo, com Dr. Dale W. Kietzman, meu mentor em marketing para organizações não lucrativas. Entretanto, e aos poucos, acho que estou de coisa com a mudança comportamental, de tanto buscá-la para mim mesmo. Culpado disso foi o Dr. Zenon Lotufo Jr, que investiu em minha pessoa, muito além do normal. Talvez 2017 me abra algumas portas nessa área,
Esse blog surgiu como a forma ideal para a prática de algo que sempre gostei muito de fazer, ou seja, escrever e me livrar dessa coisa interior que pressiona meu peito e pode me matar. Tenho alguns projetos de livros em andamento, quem sabe ainda edito um ou alguns deles, antes de fazer a travessia.
Gosto de escrever, de música, literatura em geral, educação, astronomia (minha segunda paixão secreta, Ih falei), educação física e, de vez em quando, dou um ou outro pitaco nessas áreas também. Sou o principal leitor de tudo que escrevo. Ter leitores sempre foi algo inimaginável, enfim.

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