Sou um Peopleraiser (angariador de pessoas)

Enviei este E-mail a alguns de meus recentes contatos. Talvez ele seja oportuno para você e sua organização, também.

“Tudo bem?

Pensando em você e em seu projeto, resolvi informar o que tenho feito a respeito.

Em primeiro lugar, falei com as pessoas responsáveis pelo encaminhamento de contribuições de algumas empresas sobre seu projeto. Nenhuma dessas conversas passou para o segundo estágio, infelizmente. Cem por cento deles (e esses eram meus conhecidos de longa data) esquivou-se rapidamente e nem me convidaram a ligar mais para frente ou aparecer para tomar um café, como é de praxe fazer. Coisa tá ruim.

Evidentemente, faz parte de meu trabalho desenvolver em meu caráter a persistência, que é a última a morrer. Enganam-se aqueles cuja crença está depositada na esperança, em minha opinião.

Entretanto, deixe-me aproveitar para polir um pouco a minha proposta de trabalho, pois ela foge um tantinho do trivial.

Seguinte, embora pareça meio romântico ou filosófico, há quem me tenha por velho e ultrapassado. Mas, por mais que me auto avalie, não cheguei a colocar, minhas crenças sobre o trabalho de levantar fundos, em dúvida. Acredito com todas as minhas forças na capacidade contida na contribuição de redimir os pecadores do pior pecado existente entre a nossa raça (falo dos seres humanos): a cobiça.   Ela, por si só, é capaz de destruir nações inteiras (como já aconteceu muitas vezes), pois tem a força de milhares de elefantes (se preferir use locomotivas, tratores, megatons, etc.).

Por alguma razão ainda não identificada pelos sociólogos, ao recebermos a prática de captar recursos dos países mais desenvolvidos, resolvemos escolher a fonte menos provável para buscarmos a nossa água, qual seja, as empresas. Esses países precursores na tarefa de angariar, cuja origem se encontra relatada nos livros sagrados de quase todas as religiões, sobretudo na Bíblia judaico-cristã, elegem como fonte principal a pessoa física.

Evidentemente nós, os brasileiros, somos muito mais espertos e malandros do que os gringos e ao invés de captar água na fonte fomos direto aos engarrafadores, pois isso nos poupa tempo, coisa que precisamos muito para usar no futebol, pagode, carnaval, nos happy-hours de toda as semanas e, claro, em mais um monte de outros eventos menos significantes, sem esquecer do papo furado diário no Facebook, claro.

Originalmente, as religiões buscavam e se ocupavam de buscar pessoas, ou como costumavam dizer, almas para serem levadas à salvação. Essas pessoas acabavam conscientizando-se da necessidade de contribuir, primeiro por seu aspecto libertador, depois para manter essa engrenagem funcionando e de graça, livrarem-se do maior pecado do mundo.

Por que estou mencionando essas bobagens? Simples, meu trabalho se pauta por elas. Não busco dinheiro, mas o fruto que aumente o crédito das pessoas.

Trocando em miúdos, minha especialidade é buscar, captar, angariar pessoas. Com as pessoas teremos amizade, relacionamento, talvez amor e, inclusive, dinheiro. Em outras palavras, se tivermos o número suficiente de pessoas apoiando nossos projetos, não precisaremos mais dessas alianças espúrias com o governo e das empresas, geralmente, os maiores inimigos do povo, se não me engano.

Confesso não saber objetivar dinheiro essencialmente, pior, estou careca de saber qual a razão capaz de levar as empresas a contribuírem. Elas não doam para as nossas causas e projetos (sociais, culturais, etc.), mas o fazem como recurso promocional de suas marcas e produtos. Conheço vários, se não muitos empresários, mas os busco para que se envolvam com nossas causas, pessoalmente. Aprendi isso com o ex-CEO da Microsoft Steve Ballmer, embora esse cara nem saiba de minha existência eu vi e ouvi ele dizer em entrevista do Programa Roda Viva: “Por que vocês não solicitam doações a mim, ao Bill Gates e aos milhares de empregados da Microsoft?” A Microsoft não é uma empresa filantrópica, o negócio dela é ganhar dinheiro.

Então, quero reiterar qual é o meu propósito: construir um banco de dados de pessoas físicas conhecedoras de sua organização e projetos. Em segundo lugar, desenvolver os mecanismos de comunicação com essas pessoas, as quais gosto de chamar de amigos e amigas. Finalmente, deixar que elas escolham como querem participar de nossos projetos. Por experiência e controle de resultados, sabemos que uma média entre 5 e 15% dessas pessoas farão doações regulares em dinheiro para nossos projetos. Então basta fazer as contas de quantos amigos precisaremos fazer. Certo?

Confesso ainda, minha mais completa falta de apetite em buscar recursos junto aos governos (municipal, estadual e federal) seja por doações pontuais, por incentivos e/ou as tais verbas de gabinete. Algo me diz que esses dinheiros são os mais caros para se receber. Além de seu custo material, temo pelo custo espiritual e moral. Pior ainda são os tais incentivos unindo governo e empresas, salvo engano.

Assim sendo, coloco-me inteiramente à sua disposição para construirmos a base de dados incluindo seus futuros amigos (pessoas físicas). Ficaria encantado em conhecer você, seu pessoal e sede pessoalmente.

Se tivesse obtido qualquer resultado em minha pequena busca junto às empresas que contatei, certamente lhes daria isso de coração aberto.”

Um forte abraço

Lou Mello

Consultor e Palestrante Inovador

Author: Lou H. Mello

Olha só, pessoal assíduo no meu blog profissional já está careca de saber quais são as minhas graduações e tentativas de pós, etc. Pessoalmente, dou pouco valor a tudo isso. É mais um mercado, apenas, onde as universidades acreditam ter o monopólio dos diplomas. Ledo engano. A ajuda é sempre muito relativa. Estudei a Bíblia e ainda o faço, dei aulas em várias escolas teológicas, até o pessoal encerrar minha carreira, nessa área. Acho que não me achavam adequado, sei lá. Legal mesmo, foi viajar por aí a pampa, com destaque à missão para a Albânia, em 1979 e países da África em 1981. Depois disso rodei muito pelos EUA e Europa, mas nada demais nisso. Tenho espírito missionário, acho, mas nos EUA estava mais interessado em fazer um pé de meia. Não deu certo. Mas aprendi muito por lá, onde há muito a aprender.
Atualmente, acalento o Projeto Corações Valentes e tento manter dois ou três clientes, aos quais presto consultoria na área de Desenvolvimento (Comunicação e Captação de Recursos), algo que aprendi com os norte-americanos, campeões nessa área, , sobretudo, com Dr. Dale W. Kietzman, meu mentor em marketing para organizações não lucrativas. Entretanto, e aos poucos, acho que estou de coisa com a mudança comportamental, de tanto buscá-la para mim mesmo. Culpado disso foi o Dr. Zenon Lotufo Jr, que investiu em minha pessoa, muito além do normal. Talvez 2017 me abra algumas portas nessa área,
Esse blog surgiu como a forma ideal para a prática de algo que sempre gostei muito de fazer, ou seja, escrever e me livrar dessa coisa interior que pressiona meu peito e pode me matar. Tenho alguns projetos de livros em andamento, quem sabe ainda edito um ou alguns deles, antes de fazer a travessia.
Gosto de escrever, de música, literatura em geral, educação, astronomia (minha segunda paixão secreta, Ih falei), educação física e, de vez em quando, dou um ou outro pitaco nessas áreas também. Sou o principal leitor de tudo que escrevo. Ter leitores sempre foi algo inimaginável, enfim.

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