Afinal, é lícito doar e receber doações?

 

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Afinal, é lícito doar e receber doações? Em nossos dias, a ideia desta atividade não ser correta e ética cresce descontroladamente.

Interessante perceber como ninguém defende o direito de doar ou receber doações, nem mesmo quem depende dessa atividade, seja lá em qual das formas for.

Durante milhares de anos essas duas faces de uma só moeda nunca foram questionadas. Quem ia a missa tratava de doar algum trocado no momento próprio para isso, sem pestanejar. Em outras religiões ou outras seitas, dava-se o mesmo.

A doação começou, pelo menos o primeiro relato conhecido sobre o tema é esse, com a história da doação de Caim e Abel. Interessante é notar quão dramática ela foi. Os dois foram a presença de Deus, pelo jeito o velhinho se apresentava aos homens naquela época, cada um levando sua oferta voluntária e desejando agradar a Deus. Mas aconteceu algo inesperado. Deus aceitou a oferta de Abel sem restrições, mas o mesmo não se deu com a oferta de Caim.

A razão era muito simples, o coração de Caim não era sincero. Os dois estavam corretos no desejo de agradar a Deus, mas Caim queria mais, ou seja, queria ganhar o jogo e ficar melhor na fita, em relação a Abel. Deus o reprovou e Caim adquiriu ódio mortal contra Abel e acabou matando-o na primeira oportunidade. Isso viria a render-lhe pena eterna pelo crime cometido, emitida pelo próprio juiz dos juízes.

Aí você me perguntará: adiantou? Infelizmente a resposta é: não. De lá para cá, a nossa turma humana só fez enrolar-se na questão da doação. Pior, sacerdotes inverteram o jogo e passaram eles a desejar as doações com falsos motivos. Ali pela idade média, a Igreja Cristã, ainda não reformada, começou a questionar os papas por suas “iniciativas” de captação de recursos nada éticas, como a venda de indulgências.

Pouco depois do fim da idade média, deu-se uma grande divisão na igreja cristão, dividindo-a em cristãos católicos romanos, dispostos a continuar sob a autoridade papal e em cristãos protestantes, decididos a não se submeter mais aos papas. Dentro do escopo das razões responsáveis por essa cisma, a maior parte tinha a ver com a questão das doações, tanto na via de doar, quanto na via de receber doações.

Portanto, se chegamos ao momento crítico e praticamente caótico, quase insustentável de nossos dias quanto a dar e receber, não há o que estranhar. Essa tragédia foi anunciada há muito tempo atrás. Claro está o fato de estarmos vivendo em um momento muito triste. O problema iniciado dentro da igreja alargou-se incomensuravelmente atingindo todos os pilares da sociedade. Hoje, além da igreja, há distorções horrorosas nos governos, nas escolas, nos hospitais, nas famílias e nos meios de comunicação. Somos, praticamente, um bando de discípulos de Caim e raríssimos discípulos de Abel.

De pouco adianta ficarmos no Facebook ou no Twitter invocando os espíritos maus da doação. Eles estão em todos os lados. Nos governos, nas Igrejas, nas mídias, nas escolas e nas famílias há sérias distorções nas práticas de doar e receber. Não é um problema local, mas ele tem alcance global.

Não é o caso aqui, de entrarmos nas questões teológicas. Vamos deixar isso com a minha outra personalidade (a do teólogo),  lá naquela Gruta subversiva mantida por ele e um monte de gente considerada como párias pela sociedade. Nosso negócio aqui é propor uma solução capaz de nos permitir a continuidade dessas práticas sem cair na armadilha de nos transformar discípulos de Caim e, ao contrário, seguirmos o exemplo de Abel.

Para tanto, minha sugestão é doarmos com ética e sob princípios bíblicos e o mesmo quando nossa tarefa for receber doações, fazendo todo o necessário (Marketing, propaganda e administração) de forma bíblica e ética.

Digo mais, se você e/ou sua organização, tenha ou não vínculos religiosos, mas reconhecendo o fato de sermos todos frutos de uma cultura recheada de dogmas e crenças religiosos, não sabe quais são os limites divisórios entre ser discípulos de Caim ou ser discípulos de Abel, ou sendo mais objetivo, como deve ser a doação e a recepção de doações éticas e bíblicas, então está na hora de você convocar alguém capaz de fazê-lo através de palestras ou seminários.

Com certeza a hora certa para fazer isso já passou há muito tempo. Trabalhar sob a orientação de um consultor capaz de mantê-los dentro dos limites éticos e bíblicos também é altamente recomendável.

Estou à disposição para fazer esse trabalho. Certamente não sou o único, mas não há muitos disponíveis com essas competências, por aí. A maioria trabalha mais na perspectiva de Caim, infelizmente.


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Author: Lou H. Mello

Olha só, pessoal assíduo no meu blog profissional já está careca de saber quais são as minhas graduações e tentativas de pós, etc. Pessoalmente, dou pouco valor a tudo isso. É mais um mercado, apenas, onde as universidades acreditam ter o monopólio dos diplomas. Ledo engano. A ajuda é sempre muito relativa. Estudei a Bíblia e ainda o faço, dei aulas em várias escolas teológicas, até o pessoal encerrar minha carreira, nessa área. Acho que não me achavam adequado, sei lá. Legal mesmo, foi viajar por aí a pampa, com destaque à missão para a Albânia, em 1979 e países da África em 1981. Depois disso rodei muito pelos EUA e Europa, mas nada demais nisso. Tenho espírito missionário, acho, mas nos EUA estava mais interessado em fazer um pé de meia. Não deu certo. Mas aprendi muito por lá, onde há muito a aprender.
Atualmente, acalento o Projeto Corações Valentes e tento manter dois ou três clientes, aos quais presto consultoria na área de Desenvolvimento (Comunicação e Captação de Recursos), algo que aprendi com os norte-americanos, campeões nessa área, , sobretudo, com Dr. Dale W. Kietzman, meu mentor em marketing para organizações não lucrativas. Entretanto, e aos poucos, acho que estou de coisa com a mudança comportamental, de tanto buscá-la para mim mesmo. Culpado disso foi o Dr. Zenon Lotufo Jr, que investiu em minha pessoa, muito além do normal. Talvez 2017 me abra algumas portas nessa área,
Esse blog surgiu como a forma ideal para a prática de algo que sempre gostei muito de fazer, ou seja, escrever e me livrar dessa coisa interior que pressiona meu peito e pode me matar. Tenho alguns projetos de livros em andamento, quem sabe ainda edito um ou alguns deles, antes de fazer a travessia.
Gosto de escrever, de música, literatura em geral, educação, astronomia (minha segunda paixão secreta, Ih falei), educação física e, de vez em quando, dou um ou outro pitaco nessas áreas também. Sou o principal leitor de tudo que escrevo. Ter leitores sempre foi algo inimaginável, enfim.

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