A Doação ética e bíblica

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“Finalmente, passei a entender a importância vital da ajuda: a pratica da consciente doação para o bem de terceiros. A disposição de servir reduz motivos destrutivos como a cobiça e cultiva alternativas saudáveis como a bondade e a generosidade”.

Roger Walsh

Durante muitos anos tenho falado e ensinado sobre esse tema em muitas Igrejas e em Instituições cristãs ou não. Em toda essa caminhada, parti da premissa bíblica favorável à contribuição. Utilizei dezenas de passagens bíblicas onde aparecem mandatos e exemplos do povo ofertando, de Deus mostrando o caminho da doação e Jesus referendando o ato e tantas outras passagens.

Ensinei o caráter libertário da contribuição capaz de tirar o ser humano da rota da cobiça. Também embarquei na crença da doação como pressuposto da bênção e da vida feliz.

Ao longo da jornada, encontrei todo tipo de pessoas, Igrejas e instituições cristãs. A generalização sempre é perigosa e prefiro evitá-la. Entretanto, tenho observado a tendência da prática de muitos em usar a Igreja ou a instituição como meio para o enriquecimento pessoal, o que é antiético e anti bíblico, além de desonesto.

Confesso, antes de tudo, considerar a maioria das práticas relacionadas ao dinheiro, no meio eclesiástico ou fora dele, ações embasadas em mitos e interpretações equivocadas. O pior é perceber como essas falsas crenças produzem sentimento de culpa nas pessoas. É ruim para elas, mas é ótimo para os falsos líderes. A culpa é a mola mestra do paganismo.

Jesus Cristo, em seus três anos de ministério, nunca fez campanhas por dinheiro. A Igreja nascida depois da ascensão de nosso Senhor passou a ter problemas nessa área, especialmente com fatores relacionados à origem judaica dos primeiros convertidos. O apóstolo Paulo fez tentativas concretas para colocar ordem nas diversas igrejas e foi o primeiro a realizar campanhas em favor dos necessitados.

Mas, a utilização desses textos como base para esquemas de captação de recursos é temerária. O Antigo Testamento contém muitas citações à prática financeira do povo de Deus. Jeová instruiu o povo nesse sentido em diversas passagens. A leitura atenta permite ao leitor perceber o caráter específico de cada situação. Não eram regras ou estatutos definitivos. A grande regra definitiva sobre posses materiais está nos dez mandamentos sob a forma: “Não cobiçarás”!

A relação do ser humano com o dinheiro e as posses materiais sempre foi complicada. Em toda a história da Igreja ela aparece como um dos grandes problemas do povo de Deus. Esteve presente na maioria dos desvios das pessoas e das instituições eclesiásticas, também.

Nossa relação com o dinheiro é difícil. A começar do fato de não aprendermos a lidar com ele em casa, na escola e muito menos na Igreja. É algo a ser descoberto por cada pessoa. São raros os que possuem a capacidade de relacionar-se bem com ele. Geralmente, só os contadores, os economistas, os banqueiros e as pessoas ligadas ao serviço do dinheiro é que se saem bem. Os outros se tornam vítimas deles, com grande probabilidade.

Recentemente, os líderes de Igrejas e instituições passaram a militar no time dos exploradores, tornando-se antiéticos. Sob pretextos bíblicos, geram culpa nos incautos e extraem cifras incríveis para benefício próprio. Praticam a extorsão religiosa, falsidades ideológicas, mentem, enganam, formando quadrilhas com a adesão familiar e dos agregados.

Uma das formas mais concretas para diagnosticar quais são as Igrejas e instituições sérias é perceber como elas são administradas. Esse tipo de associação, por lei, deve ter uma diretoria formada por um presidente, um vice, um tesoureiro, um secretário e um conselho fiscal. Nessa ordem, o executivo da associação ou o pastor da Igreja não deve ter autonomia para gerir as finanças. Ele executa o orçamento estipulado pela diretoria sem direito a mudanças. Não cabe ao executivo ou ao pastor, determinar ou decidir como gastar o dinheiro. Essa prerrogativa é da diretoria, com respaldo da assembleia geral. O cuidado ai é observar se a diretoria é autônoma de fato.

Muitas diretorias de Igrejas e instituições são formadas por um bando de fantoches e marionetes, sob a manipulação do pastor ou do diretor executivo. Não é raro encontrar diretorias formadas exclusivamente por parentes e chegados desses pilantras. Essa diretoria deverá estar sob a autoridade de uma Assembleia formada por todos os participantes dessa associação (especialmente dos membros) e terá caráter soberano sobre todas as decisões.

Quando as coisas estão em ordem nas finanças da Igreja ou da instituição, o líder é um assalariado e viverá com isso. Melhor, se ele tiver sua própria fonte de sustento.

Dessa forma a Igreja (e/ou organizações) só precisará angariar recursos para a manutenção do trabalho. Um sistema simples e bem organizado de membresia possibilitará um rol de membros dizimistas ou sócios contribuintes voluntários com a capacidade para gerar essa receita. Se não houver um rol de membros com essa capacidade, então, esse será o indicativo para a não existência de uma Igreja ou instituição formal. Melhor será mantê-la como uma comunidade sem local fixo. O velho método de Jesus.

No resto, é fazer tudo com ordem e decência como se fosse para Deus.

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Author: Lou H. Mello

Olha só, pessoal assíduo no meu blog profissional já está careca de saber quais são as minhas graduações e tentativas de pós, etc. Pessoalmente, dou pouco valor a tudo isso. É mais um mercado, apenas, onde as universidades acreditam ter o monopólio dos diplomas. Ledo engano. A ajuda é sempre muito relativa. Estudei a Bíblia e ainda o faço, dei aulas em várias escolas teológicas, até o pessoal encerrar minha carreira, nessa área. Acho que não me achavam adequado, sei lá. Legal mesmo, foi viajar por aí a pampa, com destaque à missão para a Albânia, em 1979 e países da África em 1981. Depois disso rodei muito pelos EUA e Europa, mas nada demais nisso. Tenho espírito missionário, acho, mas nos EUA estava mais interessado em fazer um pé de meia. Não deu certo. Mas aprendi muito por lá, onde há muito a aprender.
Atualmente, acalento o Projeto Corações Valentes e tento manter dois ou três clientes, aos quais presto consultoria na área de Desenvolvimento (Comunicação e Captação de Recursos), algo que aprendi com os norte-americanos, campeões nessa área, , sobretudo, com Dr. Dale W. Kietzman, meu mentor em marketing para organizações não lucrativas. Entretanto, e aos poucos, acho que estou de coisa com a mudança comportamental, de tanto buscá-la para mim mesmo. Culpado disso foi o Dr. Zenon Lotufo Jr, que investiu em minha pessoa, muito além do normal. Talvez 2017 me abra algumas portas nessa área,
Esse blog surgiu como a forma ideal para a prática de algo que sempre gostei muito de fazer, ou seja, escrever e me livrar dessa coisa interior que pressiona meu peito e pode me matar. Tenho alguns projetos de livros em andamento, quem sabe ainda edito um ou alguns deles, antes de fazer a travessia.
Gosto de escrever, de música, literatura em geral, educação, astronomia (minha segunda paixão secreta, Ih falei), educação física e, de vez em quando, dou um ou outro pitaco nessas áreas também. Sou o principal leitor de tudo que escrevo. Ter leitores sempre foi algo inimaginável, enfim.

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