Um dos melhores captadores de recursos do país está à disposição

Lou Mello Marketing & Fundraising
Lou Mello
Marketing & Fundraising

Edição Atualizada

Exilado compulsoriamente em uma cidade onde captar recursos para organizações sem fins lucrativos é sinônimo de fazer um projetinho ridículo e arrancar uma verba mixuruca da prefeitura local, via algum vereador ou político da hora. Dizem por aí, que alguns cobrariam até 30% pela intermediação, mas eu não acredito nisso e nem sou tatu.

Evidentemente estou falando de mim mesmo. As razões e/ou causas que me levaram a essa situação podem ser múltiplas ou não. A questão é que não creio em nenhuma delas, mesmo porque foram todas elaboradas pelas psicólogas ou psicologias dos outros.

As mais pronunciadas foram: idade avançada (62 abis), tá fora de forma, com alguns kgs acima do peso ideal; muita teoria pouca prática, querem ação e não retórica; adepto de métodos ultrapassados, negócio agora seriam as redes sociais; rebeldia, querem alguém com juízo que obedeça ordens do chefe que não entende xongas de marketing; custo muito caro, “tamo aqui pra receber e não pra gastar”; e assim vai.

Não ligo a mínima para nada disso e muito menos acredito em qualquer uma dessas sugestões casuísticas, afinal quem acredita em psicólogas? Eu é que não sou. Sarava meu pai! Opa! Desculpa aí Senhor, foi mal.

Talvez suspeite do negócio da idade. Nossa cultura não é lá muito inclusiva quando se fala em pessoas mais velhas. Quem gosta de velho é asilo, dizíamos quando éramos mais jovens. Não tinha me dado conta até o dia em que abri o Estatuto do Idoso e descobri que a primeira frase dessa geringonça é: “idosos são as pessoas com idade acima de 60 anos”.

Um dia qualquer, fui a uma agência da Caixa Econômica Federal e o atendente me deu uma senha errada, ou seja, não era aquela destinada aos PE (pessoas especiais). Perguntei o “por que” e o anta me informou que PE eram as pessoas especiais com idade acima de 65 anos. Claro que arrumei confusão e obriguei o impertinente jovem a me dar a senha de PE. Levei mais de sessenta anos para conseguir esse direito e agora um moleque qualquer queria me privar na boa. Tá amarrado, meu.

Mas isso só faz diferença no corpo. Sinto isso quando tento atravessar uma rua correndo, é ridículo. Calma aí, continuo não correndo para atravessar ruas no meio dos carros, pegar ônibus e/ou metrô. Essa experiência só acontece quando as ruas estão vazias e com a finalidade de ver como anda meu preparo físico sexagenário. Tá um pouco mal, mas vai melhorar.

A cabeça continua a mesma de sempre. Quando falo de marketing direto e captação de recursos para organizações sem fins lucrativos, sinto que as pessoas me veem como um cara genial. Quem me conhece sabe que não estou faltando com a modéstia. Sou excelente nesse tema e ponto. Esquecido e meio desligado, sempre fui. Minha grande dificuldade no período escolar sempre foi com a decoreba. Era incapaz de fazê-lo no mesmo nível do pessoal. Ia melhor nas provas quando colava (não fui o inventor desse horror chamado “múltipla escolha”) e deu certo, acabei conseguindo os diplomas, também. Acho que fiz bem em não seguir a carreira de ator. Nesse caso seria o rei do “caco”.

Mas sou craque em bolar planos abrangentes, em pescar rápido o que as organizações precisam fazer para sair do limbo e identificar qual será o melhor público sustentador para os projetos, então, montar o projeto adequado a cada caso. Claro que sou chato, mas sou assim desde o inicio. Não levanto fundos para projetos medíocres, com base na tal lei Rouanet e, muito menos, para políticos, especialmente quando eles são os donos da ONG.

Embora tenha trabalhado para todo tipo e organizações não lucrativas, fui treinado por experts da igreja cristã protestante. Então nado de costas no rio das igrejas cristãs (para esse serviço, organizações e/ou igrejas se protestantes ou católicas não faz grande diferença, pois a uma linha de intersecção entre a teologia das duas) cheios de piranhas e crocodilos. Nos outros casos, me obrigo a estudar as crenças e valores das vítimas mais detalhadamente, para encontrar um caminho legal.

Prefiro trabalhar na base da prestação de serviços remunerados, sem vínculos empregatícios. Sou contra hierarquias e quando aceito esse tipo de relação contrario a mim mesmo, isso me tira o senso de humor e boa parte do brilho. Mas vocês podem estar me obrigando a abrir um desses monstros organizacionais e ser mais um a trabalhar por meu próprio projeto, que no caso seria o Projeto Coração Valente, embora não disponha de capital suficiente para isso.

A minha melhor opinião sobre a razão de eu estar matando cachorro a grito é que a culpa é dos prováveis clientes, óbvio. Você não iria querer que eu assumisse mais essa culpa. Chegam todas as outras.

Eles não querem investir. Geralmente, o máximo que conseguimos é fazer uma ou duas malas diretas e os caras me dispensam alegando que não deu certo. Quando seriam necessários, ao menos, dezoito meses de ações mensais de marketing direto para a coisa começar a engrenar. Conforme os melhores manuais e os ensinamentos dos sábios de Tio Sam que me treinaram. Pô! Que seja ao menos uns seis ou oito meses, afinal temos fama de comer tudo rápido demais, tipo fast food, entendeu?

Tudo bem, podem me deixar aqui nesse insuportável ostracismo compulsório ou serem homens e mulheres de fibra + fé e me reconduzirem ao labor, onde chegarei de novo aos píncaros que é o meu lugar de direito. O seu ganho será triplo. Primeiro o publico alvo de seus projetos. Segundo, a sua organização que será reconhecida e parabenizada por ter contratado o profissional certo para o lugar certo. Por último, você, claro. Pra tudo isso você precisará de grana. De graça só amanhã, lembra? Nunca mais esquecerão que sob a sua batuta a orquestra tocou pra caramba.

Bom, quem disse que sou o melhor captador de recursos por aqui foram a D. Yolanda Krievin, a melhor tradutora leta do mundo, o Volney Faustini, que entende do riscado pra caramba e minha mãe, que não entende bulhufas do riscado e está senil.

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Author: Lou H. Mello

Olha só, pessoal assíduo no meu blog profissional já está careca de saber quais são as minhas graduações e tentativas de pós, etc. Pessoalmente, dou pouco valor a tudo isso. É mais um mercado, apenas, onde as universidades acreditam ter o monopólio dos diplomas. Ledo engano. A ajuda é sempre muito relativa. Estudei a Bíblia e ainda o faço, dei aulas em várias escolas teológicas, até o pessoal encerrar minha carreira, nessa área. Acho que não me achavam adequado, sei lá. Legal mesmo, foi viajar por aí a pampa, com destaque à missão para a Albânia, em 1979 e países da África em 1981. Depois disso rodei muito pelos EUA e Europa, mas nada demais nisso. Tenho espírito missionário, acho, mas nos EUA estava mais interessado em fazer um pé de meia. Não deu certo. Mas aprendi muito por lá, onde há muito a aprender.
Atualmente, acalento o Projeto Corações Valentes e tento manter dois ou três clientes, aos quais presto consultoria na área de Desenvolvimento (Comunicação e Captação de Recursos), algo que aprendi com os norte-americanos, campeões nessa área, , sobretudo, com Dr. Dale W. Kietzman, meu mentor em marketing para organizações não lucrativas. Entretanto, e aos poucos, acho que estou de coisa com a mudança comportamental, de tanto buscá-la para mim mesmo. Culpado disso foi o Dr. Zenon Lotufo Jr, que investiu em minha pessoa, muito além do normal. Talvez 2017 me abra algumas portas nessa área,
Esse blog surgiu como a forma ideal para a prática de algo que sempre gostei muito de fazer, ou seja, escrever e me livrar dessa coisa interior que pressiona meu peito e pode me matar. Tenho alguns projetos de livros em andamento, quem sabe ainda edito um ou alguns deles, antes de fazer a travessia.
Gosto de escrever, de música, literatura em geral, educação, astronomia (minha segunda paixão secreta, Ih falei), educação física e, de vez em quando, dou um ou outro pitaco nessas áreas também. Sou o principal leitor de tudo que escrevo. Ter leitores sempre foi algo inimaginável, enfim.

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