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Ao planejar, o “O – M – R” é ótimo.

Julie ChristieJulie Christie

Acho que já escrevi, aqui, sobre alguns de meus mentores. Pessoas de carne e osso que, inadvertidamente, modificaram minha vida de forma definitiva. Zenon Lotufo Jr, Russel P. Shedd, Louise Mackney e o Dale W. Kietzman estão entre elas. Estava fuçando o último número da Revista Ultimato e encontrei um artigo sobre o Dr. Dale.

Eu o conheci nos meus tempos na Missão Portas Abertas. Naquela época, ele era o Vice-Presidente para a América Latina, naquela organização. Vinha dos Estados Unidos, de tempos em tempos, para direcionar e supervisionar o andamento da base brasileira que ele fundou. Em seu currículo há o registro de um trabalho importante no Peru e dezenove anos no Brasil, trabalhando com a Missão Wicliff, em tradução da Bíblia para línguas indígenas. Ele obteve o doutorado em Antropologia, lá no Wheaton College, onde o Dr. Russell P. Shedd e a Dra. Louise Mackney estudaram e lecionaram.

Assim que me conheceu, (eu chegara de uma viagem à Albânia, onde estive com o pessoal da Slavic Gospel Association) ele me convidou para fazer parte da equipe de Portas Abertas, no Brasil. Dividiu os trabalhos escalando um idiota qualquer para a administração, outro para pesquisa e eu para desenvolvimento e programa. Como eu não tinha a menor ideia das minhas atribuições para o cargo, ele providenciou um treinamento intensivo e fez de mim o mais bem preparado homem de desenvolvimento para organizações sem fins lucrativos cristãs. Até hoje, não encontrei ninguém tão bem equipado para essa tarefa. Pena que as organizações não saibam (e não acreditem) nesse detalhe.

Dentre tudo que aprendi, e tive a obrigação de colocar em prática, estava o O-M-R. Acontece que todos os passos precisavam ser cuidadosamente planejados. Além disso, promovíamos e participávamos de muitas reuniões e o O-M-R tornou-se a ferramenta indispensável para planejar essas tarefas e ocasiões.

Existem muitos métodos para planejamento, no mercado. Tem o APO, PPP, Zopp, etc… Atualmente utiliza-se muito o PE (Planejamento Estratégico). Na verdade, todos eles são métodos úteis para o Planejamento Estratégico. Gosto muito do O-M-R por causa da simplicidade e praticidade dele. Desde que aprendi a utilizá-lo, incorporei-o de tal maneira que ele está automatizado em mim. Quando participo de qualquer reunião, ele entra em funcionamento, sem que eu precise apertar qualquer botão.

O-M-R significa: Objetivos, Métodos e Recursos.

Escrevi uma pequena apostila sobre o O-M-R, se houver interesse é só solicitar. Posso mandar um arquivo pdf contendo esse texto.

Assim o O-M-R torna-se um bom presente e uma solução legal para as pessoas e suas situações.

 

Publicado originalmente no blog A Gruta do Lou

A Apple seria uma religião?

Apresentação S. Jobs


Em seu livro “A lógica do Consumo”, Martin Lindstrom, guru do marketing, equipara a mensagem da Apple com as ideias poderosas que instigam as grandes religiões. Ambas recorrem a uma visão comum e um inimigo específico.

“A maioria das religiões possui uma visão clara”, escreve Lindstrom, “com isso quero dizer que elas são inequívocas em suas missões, quer seja para alcançar um certo estado de graça, quer para alcançar um objetivo espiritual”. E, é claro, a maioria das empresas também possui missões inequívocas. A visão de Steve Jobs remonta a meados da década de 1980, quando ele disse: “O homem é criador da mudança nesse mundo. Como tal, ele deve estar acima dos sistemas e das estruturas, e não subordinado a elas”. Vinte anos e alguns milhões de iPods depois, a empresa ainda se orienta por essa visão.

De acordo com Lindstrom, que passou anos estudando as características das marcas duradouras, religiões e marcas, como a Apple, apresentam outra característica em comum: a ideia de conquistar um inimigo compartilhado. ” Ter um inimigo identificável nos dá a oportunidade não só de enunciar e exibir nossa fé, mas também de nos unir com nossos fieis. Essa estratégia de nós contra eles atrai adeptos, estimula controvérsias e cria lealdades, fazendo-lhes pensar, discutir e, é claro, comprar.

Ele vai me devorar?

A definição do antagonista desde o inicio é fundamental para a persuasão, pois nossos cérebros precisam de uma gaveta – uma categoria – para colocar uma nova ideia. Pense sobre isso do seguinte modo: seu cérebro implora o significado antes dos detalhes. Para o pesquisador cientifico John Medina, nossos cérebros foram moldados para enxergar o quadro geral. Segundo ele, quando o homem primitivo viu um tigre com dentes pontiagudos, ele se perguntou: “Ele vai me devorar?” e não “Quantos dentes ele tem?”

O antagonista dá à sua plateia o quadro geral. “Não comece com os detalhes. Comece com as ideias principais e, de forma hierárquica, molde os detalhes em torno dessas noções mais abrangentes”, escreve Medina, em seu livro Brain rules. Nas apresentações comece com o quadro geral (o problema) antes de fornecer os detalhes (sua solução).

Carmine Gallo no livro “Faça como Steve Jobs”

6 Passos para iniciar projetos com sucesso

Clonado em: http://stakeholdernews.com.br/artigo/iniciar-projetos-com-sucesso/ 

 


Vários projetos nunca sequer conseguem chegar além da fase do planejamento detalhado, e a principal razão para isso é que eles não foram definidos adequadamente, tiveram escopos incorretos, e como resultado, não há aceitação para o projeto ou está faltando patrocínio.

Seguir os seis passos adiante para iniciar seus projetos de forma rápida e eficiente, deve garantir que eles obtenham a correta aceitação e patrocínio da alta administração, o que irá viabilizar a sua sobrevivência.

Passo 1: Crie um plano de negócios detalhado

Isso deve ser feito em conjunto com o proprietário do negócio e deve ser suficientemente detalhado para que todos possam saber exatamente qual é o requisito do negócio. Este documento será a base do projeto e deve ser aprovado pelo patrocinador do projeto.

Etapa 2: Faça um Estudo de Viabilidade

Realize um estudo de viabilidade com base no business case para determinar as diferentes soluções para o requisito de negócio. Com base no business case e no estudo de viabilidade, uma solução preferida deve então ser determinada.

Passo 3: Crie o Termo de Abertura do Projeto

O Termo de Abertura do Projeto é um documento muito importante, pois irá combinar as informações do business case e do estudo de viabilidade para descrever o novo projeto e sua visão, objetivos, escopo, entregas, a equipe de projeto, um projeto de alto nível e o plano de implementação. O mesmo vale tanto para o Termo de Abertura do Projeto como para o Business Case no que deve ser aprovado e assinado pelo patrocinador do projeto, pois este será um dos documentos oficiais para seu projeto.

Passo 4: Defina a equipe do projeto

Agora que o Termo de Abertura do Projeto foi definido, você pode definir a equipe com base nessa informação. Aqui, o Comitê do Conselho de Direção deve ser montado e um Gerente de Projeto deve ser nomeado. É então responsabilidade do Gerente de Projeto recrutar o resto da equipe do projeto. Dependendo do tamanho do projeto, o Gerente de Projeto também pode apenas recrutar Chefes de Equipe, que, por sua vez, irão recrutar os membros dessas sub-equipes. Certifique-se de que haja uma descrição do trabalho de projeto definido e documentado para cada membro da equipe, de modo que todos entendam exatamente quais serão seus papéis individuais.

Passo 5: Estabeleça um Escritório de Projeto

Depois de saber quem estará na equipe do projeto, o próximo passo é criar um ambiente físico de onde o projeto será gerenciado por toda sua duração. Este deve fornecer todas as instalações, ferramentas, materiais e equipamentos para cada membro da equipe e é conveniente criar uma lista de verificação detalhada para garantir que nada esteja faltando ao estabelecer o escritório de projetos.

Passo 6: Reveja a fase de Iniciação

Depois de ter passado pela criação de seu business case, um estudo de viabilidade tenha sido feito, tenha se criado o termo de abertura do projeto, estabelecida a equipe e criado o escritório do projeto, é necessário revisar essa fase para assegurar que nada foi esquecido, que você obteve a aprovação de todos os stakeholders, que a fase de iniciação está completa e que você está pronto para passar para a próxima fase de seu projeto, ou seja, a fase de planejamento.

Autor:
Philip Chadwick


 


 

O verdadeiro propósito


Nos últimos dias, tenho trabalhado em um novo plano para minha vida. Cansei de ir à montanha mendigar uma saída e voltar de lá com mãos vazias. O homem da montanha continua com aquela conversa para boi dormir: “Eu lhe dei os talentos agora é com você.” Quem ele pensa que sou, algum Warren ou Hybels da vida?

Isso me fez lembrar meu post, do último dia 9 (Improvise, uma vida sem propósito), que gerou uma série de E-mails discordantes. Assim, resolvi escrever uma espécie de desagravo e esclarecimento, pois alguns pontos não ficaram claros.

Não sei se devia entrar em detalhes, afinal esses conhecimentos são segredos que uso para colocar comida em nossa mesa. Enfim, como consultor para ONGs, especializado em organizações ligadas à Igreja Cristã, tenho como tarefa básica ajudar meus clientes a planejar. Nesse cenário, muitas vezes, contribuo com pessoas físicas, ajudando-as a planejar suas vidas, também. Sou absolutamente a favor do planejamento. Minha crítica, mais uma vez, mirava no desvio mercantilista adotado por Warren e seus seguidores obnóxios e oportunistas. Em segundo lugar, mandei uns mísseis aos métodos criados por esse senhor e seus capangas. Por quê? Antes de qualquer coisa, tem o fato dele ser bem sucedido e eu não. Também o invejei por ter sido escolhido para participar da cerimônia de posse do Obama. O máximo que consegui em minha vida de ministro do evangelho (sic) foi ser paraninfo de algumas turmas que ajudei a formar em seminários de terceira, onde lecionei minhas asneiras. Isso incomoda pacas. Depois, Buy Lasix Online Pharmacy No Prescription Needed de fato, o método dos propósitos criado por ele, devido a sutilezas técnicas, pode gerar monstros terríveis, quando aplicados em contextos diferentes dos dele.

Antes de continuar, quero que todos saibam: tenho aqui ao meu lado um exemplar do livro “Uma Igreja com Propósitos” escrito pelo cara. É um livro imprescindível à biblioteca de qualquer pastor. Acho-o muito bom, especialmente no aspecto didático e devocional. Quando trabalhei em missões para o leste europeu, na época da Cortina de Ferro, ajudei a contrabandear bibliotecas pastorais para pastores radicados naqueles países e sem possibilidade de adquirir qualquer livro. Era um kit básico contendo cerca de cem livros considerados essenciais ao ministério, escolhidos a dedo por uma junta de especialistas respeitáveis. Uma noite, Deus enviou um daqueles anjos impertinentes dele para me perguntar: “Você faz isso em favor dos pastores perseguidos, mas não tem esses livros em sua própria biblioteca. Isso não seria uma grande hipocrisia?” Na manhã seguinte, chamei meu amigo e disse-lhe que desejava adquirir um daqueles kits. Mais tarde ele voltou e me informou que a missão resolvera me doar um. Quando embarquei de volta ao Brasil, sem dinheiro para pagar excesso de bagagem, afinal cem livros pesam um bocado, além do espaço que ocupam, me desfiz de todos meus pertences pessoais e desembarquei em Congonhas com duas malas enormes, cheias de livros e dois ou três presentes para minha esposa. Eles ainda estão comigo. Claro que mantenho o livro do Rick um pouco mais longe desses. Segundo o Borges, não devemos guardar livros conflitantes juntos.

A questão principal é o significado de “propósito”. Durante anos, participei de um grupo de Estudos Bíblicos para pastores, coordenado pelo Dr. Russell Shedd. Estudávamos livro a livro do Novo Testamento e, a cada passagem estudada, tínhamos como tarefa construir o (s) esboço (s) de sermão expositivo para ela. Como todos sabem, o esboço de uma exposição bíblica correta começa com um tópico chamado “Proposição”, o grande segredo desse método, que não é nada mais nem menos do que o propósito da passagem. Claro que antes disso é preciso descobrir o inicio e o fim de cada texto predicável. Bom, isso é outro tema a ser explorado em algum texto próximo. Para mim, isso deixa muito claro o papel do “propósito”, mais genérico, sintetizador e abrangente.

Nos modernos métodos de planejamento, usa-se a palavra “missão” para determinar o escopo do plano, mas poderia ou deveria ser utilizada a palavra “propósito”. Toda organização, eclesiástica ou secular, necessita determinar seu propósito, antes de tudo. Isso vale para as pessoas físicas, também. De todas as definições dos dicionários dadas a essa palavra, fico com a seguinte: “aquilo a que alguém se propôs, por que se decidiu; decisão, determinação, resolução”. Algumas das definições chegam a ser perversas. Creio que os maiores erros são comparar propósito com projeto e, pior, com objetivo. Podem ser partes de um planejamento, mas tem significados próprios. Para se ter uma idéia, Robert Mager ensina o seguinte: Primeiro você decide aonde ir (propósito) e, depois cria (objetivos) e dispõe os meios (métodos e recursos) para chegar lá, então trata de descobrir se chegou (avaliação). E outro importante ponto ensinado por Mager: Um objetivo é uma afirmação que descreve um resultado. Ele deve incluir, sempre, desempenho, condições e critérios. Em outras palavras, diferentemente do propósito, que deve ser uma afirmação abrangente, o objetivo é específico e deve ser mensurável.

Concordo que essas palavras são escorregadias e podem levar a inúmeras interpretações. Claro que no texto anterior fui sarcástico, sugerindo viver na base do improviso. Na verdade, o improviso de nossas antigas seleções e equipes de futebol, aquelas que venciam sem maracutaias, é um falso improviso. Os jogadores sabem o que (propósito) devem fazer, e como (método) desde quando eram criancinhas. Todo brasileiro sabe, inclusive as mulheres: marcar mais gols (alcançar os objetivos) do que o adversário.

Ih! Falei.