Escrever também é um produto aqui.

Lou H. Mello é referência em Conteúdo no Brasil, sendo a escolha de muitos blogueiros e leitores para a produção de artigos para construção de blogs e conteúdo para  blog, e-books, e-mails e cartas, em particular o pessoal vinculado a entidades cristãs.

A história

A história é longa: tudo começou em 2005, quando o Lou iniciou seu trabalho como blogueiro. Percebendo que tinha boa capacidade para a escrita, investiu parte de seu tempo, escrevendo para terceiros, também blogueiros.

A escrita

Após ter criado vários blogs e ter escrito milhares de artigos, posts e cartas a ideia virou realidade.

Rapidamente, com a ajuda de gente capaz, destacou-se. Certamente você vai ler (se é que já não leu) artigos do Lou sem se dar conta de sua autoria. Se precisar, entre em contato.

 

Mercado sem ética e os intermediários da doação

Jesus Cristo, após ensinar a multidão por várias horas, percebeu a fome e sede do pessoal e ordenou a seus discípulos para alimentar o povo. Eles ficaram perplexos, pois não havia onde adquirir alimentos e bebidas por perto e, muito menos dinheiro para compra-los. Procuraram entre a multidão e só encontraram 5 pães e dois peixes, levados por um menino precavido. Jesus já estava com aquela cara de “já sei, vão me falar de impossibilidades, de novo”.

Não deu outra, pois disseram: não há onde comprar e muito menos dinheiro para isso. Só temos cinco pães e dois peixes. Jesus estava ali e ninguém se deu conta desse detalhe, até então eles nunca haviam passado fome e mais, nunca se falou em “onde comprar e dinheiro para tanto”.

Claro que parafraseei o conhecido milagre da multiplicação, mal e porcamente, algo de tamanha importância e significado, particularmente na área teológica. Me atrevi porque precisava de uma metáfora para introduzir minha avacalhação vespertina.

Comecei na tarefa de captar recursos no início dos anos oitenta, meio na marra e escolhido para ser voluntário (sic) por um norte-americano expert no assunto. Naquele tempo, ainda estava como qualquer discípulo de Jesus no monte da multiplicação, mas meu mentor foi muito mais pródigo do que Jesus com os discípulos dele, e tratou de me passar ensinamentos para colher recursos. Obviamente, meu mentor não tinha as capacidades de Jesus, ou melhor, talvez tivesse, mas não sabia. Me ensinar era o melhor a fazer, então.

Naquele tempo, a atividade tinha outro nome e era mais conhecida como “Levantamento de Fundos”. Se fosse hoje, você e eu seriamos levantadores e não captadores. Pegou a diferença? Não né? Pois é, talvez não exista. Uma coisa era certa, meu trabalho era conseguir pessoas.

Voltando à minha metáfora, se não fosse aquele menino atrevido, nós jamais teríamos ouvido falar do tal milagre da multiplicação. Então, se você tiver pessoas, de preferência, “amigos”, diria que está mais perto de conseguir dim dim.

Se quiser chegar mais perto ainda do melhor produto já criado pelo pessoal do inferno, trate de ter uma boa causa. Pessoas são sensíveis a causas relevantes, sobretudo, quando estão envolvidos artigos como: criancinhas, idosos abandonados, miséria, pobreza, saúde precária, ignorância, racismo e vai por aí. Com as pessoas poderemos conseguir dinheiro ou qualquer coisa que possamos transformar no vil metal ou no vil papel, de preferência em verdinhas.

Até meados de 1994, quando uma professora desavisada chamada Maria Célia Cruz voltou do Canada, após duas especializações, convenceu o pessoal da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo a montar um curso para treinar e capacitar executivos para o Terceiro Setor. Quando abri o Estadão, naqueles dias, e bati o olho no press-reliese que a GV havia inserido ali, com a finalidade óbvia de convocar vítimas para o tal curso, fiquei p… da vida, pensando, porque não tive essa ideia antes dela.

O máximo que consegui, depois disso, foi assistir ao curso da GV, em 1997 tendo a própria Célia pilotando a matéria de Captação de Recursos (nessa altura ela já havia mudado o título) e Geração de Renda, dentre outras. Como quase todo mundo por aqui, ela só ensinou estratégias e ferramentas para conseguir dinheiro.

De certo modo, a palavra “recursos” é mais abrangente do que “fundos” e, no decorrer de minhas experiências no setor, acabei entendendo assim, também.

Se você chegou até aqui (nunca ninguém havia dito isso antes) e pegou no ar todas as ironias inclusas, parabéns! To escrevendo isso porque agora é que a coisa vai pegar pra valer.

Pra começar, depois que a Prof. Célia deu o start, com a ajuda da GV, (se não foi isso, foi quase isso) Levantar Funtos e/ou Captar Recursos virou um novo e promissor mercado. Como tudo (alimentação, vestuário, transportes, saúde, educação, religião, etc.) o Terceiro Setor também galgou e status de mercado.

Como você e eu estamos carecas de saber, todo mercado vira zona, isso mesmo, prostituição com todos os requintes diabólicos oferecido pelo decaído anjo Lúcifer, agora Satanás. Adeus a Deus, ética, cavalheirismo, sentimento, honestidade e tudo que era bom.

O Terceiro Setor, como o primeiro e segundo virou samba, Samba do Crioulo Doido (e não sou o dono do samba, muito menos do título, antes que me acusem de racismo). Até os artistas, gente do cinema, música, etc., percebeu a chance de promover-se via Terceiro Setor. A Madona, em uma de suas rápidas passagens por aqui, botou mais de dez milhões no bolso, com a desculpa de ajudar crianças pobres na África.

Pra começar, ninguém (ou quase, tirando o papai aqui) está interessado em doadores pessoas. Os tais “captadores” estão mesmo e se matando uns aos outros para conquistar empresas doadoras. Ah, eles doam muito mais. Bem, isso se você conseguir convencer o responsável em alguma delas a doar para sua ONG.

Nessa altura, grandes investidores já investem em ONGs (via laranjas, claro) para ficar com a maior parte das tais “doações”. Aí também já está em franco andamento todo tipo de propinoduto, só falta do juiz Moro e a Polícia Federal começar a botar milhares de Captadores de Recursos corruptos no Xadrez, todos pegando sua “comissãozinha em qualquer contribuição ou doação efetuada”. As crianças, os velhinhos, hospitais, escolas, etc,. que se lasquem. Bando de otários.

Depois da virada, digo, promoção o Terceiro Setor, Lúcifer, digo, Satanás, não iria parar só nisso. Tratou logo de instigar alguns de seus pupilos a criar sólidos mecanismos atravessadores.

É isso mesmo. Aliás o chifrudo roubou a ideia da Bíblia, ou menos, dos discípulos de Jesus que estrelaram o Milagre da Multipliação, quando disseram a Jesus, sem nenhum pudor, que não havia Supermercados onde comprar comida de bebida por perto. Logo, logo, haverá (se já não há) atravessadores dos atravessadores, como em qualquer mercado. Aliás, dizem por aí que foi Lúcifer, digo, Satanás, quem criou o Mercado, também, antes do dinheiro, é claro.

Negócio agora é o tal cráudiofundimgui (mais conhecido

como crowdfunding).

Há muitos outros atravessadores, geralmente se auto designam como fundos pró crianças, saúde, educação, etc. Minha professora era  diretora executiva da Ashoka, um dos maiores fundos de assistência do mundo.

Por aqui, destaque para Fundação Ayrton Senna, voltada mais para “ajudar” na educação, que eles entendem ser o mesmo que ensino.

Meu, pelo menos, meu mentor ensinou-me a conquistar pessoas e sensibilizá-las com nossa causa, deixando-as à vontade para colaborar doando, entre outras possibilidades.

Jesus, que afinal é filho do Homi, não chegou nem perto desse mercado poluído ou de qualquer outro, muito menos dos atravessadores, e foi logo na raiz e resolveu o problema com um simples milagre.

Pior foi Jesus dizer que nós podemos fazer as mesmas coisas que Ele fez e maiores ainda. Vai ser otimista lá no céu, sô!

OPS: Claro está que tudo isso é minha opinião. Se alguém sentir-se atingido negativamente, pode ficar de mal comigo, mas lembre, sou só um velho e miserável missionário que não tem nem onde cair morto, se é que vou mesmo morrer, algum dia.

Nosso objetivo são as pessoas

Ontem, participei de uma missa/culto na Catedral Anglicana de São Paulo. do centésimo dia da partida de um amigo para outro plano, no ano passado.

Não sei se é por força do hábito, mas acabo sempre avaliando a performance geral dos eventos. Brincando, havia ali mais de quinhentas pessoas presentes, salvo engano. As contas começam a multiplicar, somar, diminuir e dividir, na minha cuca. Sou do tempo em que não se usava calculadora de forma alguma e em lugar nenhum.

Tenho essa tendência em permitir à minha mente fazer contas sem parar. Imagine você, que quando entro em uma estrada para viajar, não preciso pensar em calcular quanto tempo vou levar para chegar em meu destino.

Sem pedir, já aparece a fórmula v=e/t e em segundos já sei a que horas chegarei, se mantiver a velocidade média usada para o cálculo. Eu adoto uma velocidade de dez Kms abaixo do limite determinado pela lei.

Mas, pelo visto, clérigos não são muito bons em contas, tirando o Mala…, claro, ele e outros do estilo dele.

Imagine você reunir 500 pessoas todas as quartas-feiras em sua Igreja. Certamente, aos domingos a frequência dobra. Só tem um problema, aqui, se as pessoas comparecem e não são identificadas, cadastradas ou algo assim, sua igreja está colecionando perdas.

Permaneci junto com meus amigos, que não são frequentadores assíduos daquela igreja, cerca de duas horas lá. E ninguém me entregou uma ficha cadastral com o vale brinde a ser retirado no final do serviço religioso. Acredita?

Não são só as igrejas que erram nesse quesito. Sempre que alguém ligado a alguma organização filantrópica me relata um evento realizado, a primeira pergunta que faço a ela é se eles cadastraram todos os presentes. Noventa e nove por cento das vezes a resposta é negativa. Não fazem porque não sabem, ou seus objetivos estão trocados.

Depois, o padre/pastor, muito engraçado por sinal, gastou mais tempo fazendo anúncios (sobre o evento do dia dos namorados em breve, do jantar pra num sei o que, da lanchonete sempre à disposição de todos, antes e depois do culto, dos livrinhos infantis, dos vídeos bzbzbz, etc.) do que no tratar das coisas de Deus.

E olha que no todo, ele até que conseguiu criar algum clima, como na hora da comunhão. Até eu participei, já que era franqueada a todos os presentes; ou na hora do breve sermão, embora ele ainda tenha feito um ou dois comerciais nessa hora, também. Com isso, ele se desgasta, tanto física como moralmente, pois não pega bem pastores, padres e outros clérigos ávidos por grana, fora o acréscimo de tempo ao serviço do culto, com isso.

Apesar de lidar com marketing, tenho algum treinamento em teologia eclesiástica e entendo a necessidade do titular do culto estar preservado para tratar só das coisas de Deus.

Nesse caso, sou obrigado a dar um desconto para o pastor/padre, pois, logo no início do culto, ele resmungou sobre a falta de ajudantes e que ele estaria fazendo quase tudo na Igreja, do culto ao jardim.

O que todos os marqueteiros das organizações não lucrativas precisam saber e guardar para sempre é que nós lidamos com pessoas, nas duas pontas, primeiro porque elas são o objeto principal do nosso trabalho e segundo, porque precisamos de pessoas na outra ponta nos ajudando a manter nossos serviços. Então, precisamos fazer o maior número de amigos possível. Amigos verdadeiros nos ajudam quando precisamos.

Caso esteja pensando só em dinheiro, esqueça. No nosso trabalho, precisamos e continuaremos a precisar muito mais que dinheiro para sermos capazes de apoiar às pessoas com necessidades que servimos.

Outro detalhe interessante é que tínhamos vergonha de usar o nome “marketing” nos trabalhos eclesiásticos, até o fim da década de oitenta. Na primeira organização missionária onde trabalhei e fiz meus primeiros contatos imediatos de primeiro grau, na área, não usávamos a palavra marketing, mas fazíamos marketing sob o codinome “desenvolvimento”.

O falecido, Pr. Ary Velloso que considerava um bom amigo e excelente pastor, vivia propagando o trabalho do pastor da primeira igreja batista de Dallas – Texas, por seu monumental trabalho pastoral.

Entretanto, esse pastor escreveu um livro que foi famoso nessa época, detonando o uso de marketing na igreja. Imagine se ele soubesse algo sobre marketing, teria destronado um dos apóstolos de Jesus, ao menos.

Se o seu marketing para organizações sem fins lucrativos está à caça de dinheiro, então você está precisando fazer amizade comigo, com certeza. É o mesmo erro do compulsivo por álcool quando tenta parar sem observar o primeiro passo para tanto, ou seja aceitar que é um alcoólatra.

Se você se diz um captador de recursos e não aceita que seu trabalho é captar pessoas, esquece e procura qualquer outra coisa pra fazer. Dizem que está faltando motoristas de táxi no mercado. Quem sabe?

No início dessa série, tratarei de alguns tópicos gerais, ou seja, de interesse da galera das organizações sem fins lucrativos, em geral e, em certo ponto, entraremos na seara do marketing para igrejas e organizações congêneres.

Marketing em Igrejas e Organizações congêneres

Peter Drucker (Ícone da Administração de Empresas) e Philip Kotler (Ícone do Marketing) fizeram um bom trabalho em alcançar e incluir as organizações sem fins lucrativos no foco de suas expertises. “Eles traçam há anos as diretrizes básicas da teoria mercadológica e mostram a necessidade do uso do marketing pelas entidades sem fins lucrativos. A lacuna deixada passa a ser a forma, a maneira da adaptabilidade do marketing tradicional para as organizações do Terceiro Setor”*¹.
O Drucker tratou de convencer a todos do Terceiro Setor que sem marketing seria impossível viver. Já o Kotler edificou as bases do marketing para o Terceiro Setor, sobretudo quando escreveu o livro “Marketing para organizações que não visam lucro”. Eles nos convenceram que os objetivos das organizações não são iguais.
English: prof. Philip Kotler at Warsaw
English: prof. Philip Kotler at Warsaw (Photo credit: Wikipedia)
Não é pelo fato de serem “sem fins lucrativos”, isto é, não são empresas. Também não se trata do fato delas serem “não governamentais”. Elas fazem algo muito diferente das empresas do governo. As empresas fornecem bens e serviços. O governo controla. A tarefa de uma empresa termina quando o cliente compra o produto, paga por ele e fica satisfeito.
A partir daí, ficou por nossa conta dar continuidade ao marketing para as organizações sem fins lucrativos.
A instituição “sem fins lucrativos” não fornece bens ou serviços, nem exerce controle. Seu “produto” é um ser humano mudado. As instituições sem fins lucrativos são agentes de mudança humana. Seu “produto” é um paciente curado, crianças amparadas ou aprendendo; jovens transformados em adultos com respeito próprio, isto é, toda uma vida transformada.
Eu vejo um desdobramento ou divisão no segmento das organizações sem fins lucrativos. Refiro-me às organizações eclesiásticas e suas congêneres. Começa com as igrejas que são organizações cuja proposta é eminentemente religiosa e, na maioria das vezes, criam instituições voltadas às pessoas com suas necessidades físicas e sociais, mas com o seu componente religioso entranhado em suas atividades, dando a luz a mais um tipo de instituição.
Do ponto de vista do marketing, pensar cada uma dessas organizações e instituições considerando seus valores e princípios como as outras, mas incluindo também, suas “crenças” e como fazer isso funcionar a contento.
Em minha preparação, além do treinamento específico em administração e marketing para organizações sem fins lucrativos, também fui treinado para desenvolver o marketing das organizações sem fins lucrativos eclesiásticas cristãs e suas congêneres.
Meu propósito é tratar desse tema a partir desse texto, abordando vários itens importantes, a considerar nesse setor e como o marketing poderia ser desenvolvido nesse meio. Em minha primeira experiência, chamávamos o marketing de desenvolvimento para não chocar os crentes. Mas creio que, hoje, isso está superado e podemos tratar como marketing mesmo.
Ops: *¹Sydney Manzione em Marketing para o Terceiro Setor

Curso Grátis aos interessados em trabalhar no Terceiro Setor – marketing e administração

Incrível o tamanho do contingente disponível de “mão de obra” para trabalhar no Terceiro Setor.

Não faz muito tempo que começou o bum de cursos e formações para futuros administradores e marqueteiros desse setor.

Acho que foi na metade da década de noventa (Final do Século XX) com a Profª Célia Cruz. Ela fez uma pós graduação no ramo, lá no Canadá (País onde graça a desgraça, com milhões de indigentes pelas ruas, de fazer-nos ter vergonha de nossa vergonha),  e voltou para o Brasil, onde arrumou uma vaga na FGVSP, para trabalhar com o tema. Depois conseguiu inserir um Press Reliese no Estadão e pimba, estartou a coisa toda, em 1994.

Devo ter esse artigo do estadão em algum lugar lá no porão. Nesse texto, ela chamou a atenção para a migração do pessoal do segundo setor na direção do terceiro, sem o devido treinamento. Claro que estava puxando sardinha para sua própria brasa.

Eu mesmo, tratei de achar um patrocinador (isso é comum para quem trabalha no setor) e fui fazer o curso da Célia Cruz na GV, em 1997. Foi algo surreal para mim, que fui discípulo do Dr. Dale Walter Kietzman, nessa área.

Só de experiência, ele trabalhou dezenove anos na Wicliffe (que depois virou Novas Tribos), aí pelos rincões das tribos indígenas brasileiras, fora doutorado em Antropologia pelo Wheaton College.

Também andei organizando uns cursos, naquela época. Trabalhei na Open Doors Mission onde a missão era, somente, entregar bíblias de graça a quem não tinha como adquirir uma, sobretudo nos países onde não havia liberdade religiosa e muito menos grana para comprar uma.

Naquele tempo, o problema da perseguição aos cristãos era imenso na chamada Cortina de Ferro, China, Laos, Cambodja, Vietnan e Cuba, claro, sem falar nos países onde a religião predominante é o Islã. 

Outra experiência, foi dirigir creches diretas da prefeitura na periferia de São Paulo.

Com o treinamento do Dale W. Kietzman, mais a experiência prática nessas entidades, consegui treinar alguns grupos de futuros captadores de recursos. Nosso método principal, naquele tempo era a Mala Direta. O Dr. Dale não cansava de me dizer que nunca me deixasse convencer que a Mala Direta não é o melhor meio disponível para captar recursos, apesar de todas as invenções que estão sempre aparecendo.

Depois disso, enfrentei várias outra experiências, a maioria em favor de crianças em situação de alto risco, mas também experimentei o trabalho de recuperação adolescentes e adultos usuários de drogas e álcool, durante um ano, dirigindo uma clínica com esse objetivo.

Com exceção da Open Doors e da Prefeitura de SP, era voluntário e, obviamente, sem qualquer registro empregatício e, muito menos, os devidos direitos. Essa é uma dica para quem ainda sonha em trabalhar nessa área, você precisará pensar bem se quer mesmo ser um voluntário.

No curso da Profª Célia e nos meus (quando eu ainda fazia isso) nós nunca ensinamos nossos alunos sobre o que fazer para se defender no caso de trabalho voluntário ( mais de 90% na realidade do Terceiro Setor).

Resultado, agora (em idade de aposentadoria) recebo um salário mínimo de ajuda ao idoso. Os caras poderiam, ao menos, colocar um nome mais digno no trem, tipo, Esmola a um ex-voluntário do Terceiro Setor. Se estiver pensando que virei demanda ao invés de solução, acertou. Vivo esmolando, agora, apesar do charme.

De lá para cá, o que surgiu de cursos para interessados em trabalharem no Terceiro Setor foi de uma grandeza incalculável. Hoje, o contingente de desempregados do Terceiro Setor (e a maioria nunca conseguiu uma única experiência, até hoje, se não me engano) é de uma grandiosidade só perdendo para os desempregados que vivem do Bolsa Família, sendo eles também, sócios do BF., na maioria.

Você deve estar pensando que, apesar dos milhares e milhares de sofredores que vemos pelas ruas, favelas (digo, comunidades), isso sem mencionar a situação nos estados ao norte do sudeste, só comparável à miséria da África inteira, se não for maior, haja espaço para todo esse contingente trabalhar em favor desses desfavorecidos.

Dificilmente, diria. Eles não estão preparados para tanto e muito menos dispostos a ser “voluntários”. Claro que estou mencionando só a fatia social do Terceiro Setor, que também engloba saúde, educação, cultura e esportes, embora a maioria não saiba disso.

Os que conseguiram alguma chance no Terceiro Setor, dentre todos os formados para tanto, mais de 95%, só fizeram cáca. Pudera, aprenderam com quem nunca colocou as mãos na massa, mas ostentam todos os diplomas possíveis e imagináveis.

Pior é a frustração que isso causa nas pessoas, depois que saíram, e agora estão lotando as clínicas públicas psiquiatras para tentar recuperar a sanidade, se tiverem quem lhes pague o tratamento.

Aos responsáveis por captar recursos para organizações cristãs, sem querer desanimá-los, se vocês estão fazendo seu trabalho segundo as concepções adotadas para as organizações do terceiro setor, a notícia não é nada boa, quase nada ou muito pouco do que eles fazem servirá para vocês. Tudo que vocês conseguirão será deixar suas convicções religiosas, afastar-se delas e nunca mais voltar para elas. Arrependam-se e peçam perdão a Deus, por tanto.

 

 

O que Mobius vê no Brasil

No comando de uma carteira de R$ 100 bilhões, executivo da Franklin Templeton elevou em 20% os investimentos por aqui desde novembro, está animado com a infraestrutura e espera um crescimento de até 5% na economia em 2018

Crédito: Marcelo Tabach

Mobius, pronto para cair no samba: “Algo que me impressiona no carnaval no Rio é a forma como o povo consegue fazer um show tão grande de maneira organizada” (Crédito: Marcelo Tabach)

Cláudio Gradilone

Sexta-feira, 24 de fevereiro. Dia de sol e calor no Rio de Janeiro. Cidade lotada. Os primeiros blocos de Carnaval tomam conta das ruas e os Carnavalescos se apressam para finalizar os últimos detalhes das escolas de samba que desfilariam no domingo. Nesse cenário bem carioca, um folião tardio, mas muito animado, se prepara para apreciar os desfiles na Marquês de Sapucaí. “Adoro o Carnaval”, diz Mark Mobius, presidente executivo do Grupo de Mercados Emergentes da gestora de recursos americana Franklin Templeton. Mobius considera a folia uma excelente demonstração do potencial do Brasil e dos brasileiros.“Uma das coisas que me impressiona no Carnaval no Rio é a maneira como o povo consegue fazer um show tão grande de maneira organizada”, diz ele. A animação de Mobius, que supervisiona a gestão de uma fortuna estimada em R$ 100 bilhões em países em desenvolvimento, da China ao Brasil, não se limita DIN1008-mobius2à maior festa popular tupiniquim. O veterano gestor de 80 anos, na Franklin Templeton desde 1987 e referência global em investimentos em mercados emergentes, está convencido de que agora é a hora certa de investir no País. De novo.

Como sempre faz há quase uma década, Mobius vem ao Brasil em fevereiro. Além de cair no samba – comportadamente, é claro –, ele aproveita para sentir o pulso da economia, passar em revista as tropas da filial brasileira e encontrar-se com quem interessa. Logo ao chegar, no dia 17 de fevereiro, esteve reunido com o presidente Michel Temer em Brasília, onde o primeiro escalão do governo apresentou a ele as novas propostas para atrair investimentos na infraestrutura. Mobius gostou do que viu. “Se os projetos forem bem encaminhados, não haverá falta de dinheiro”, diz ele.

Pode parecer apenas uma frase protocolar de um gestor de recursos que não quer melindrar seus anfitriões. No entanto, suas palavras têm um peso enorme. Mobius influencia investidores no mundo todo. Tem um nome equivalente ao de Warren Buffett quando se fala em ações, ou George Soros, para fundos de hedge. Ou mesmo Mohamed El-Erian, gestor de recursos da americana Pimco, que ganhou bilhões com a dívida externa brasileira em 2002. Na Franklin Templeton, ele nunca deixou de apostar no Brasil.

A empresa não divulga informações específicas de cada país. Porém, segundo documentos apresentados à Securities and Exchange Commission (SEC), o órgão regulador do mercado de capitais americano, em setembro de 2016 a companhia possuía US$ 733 bilhões em ativos sob administração. Desse total, US$ 32,1 bilhões, cerca de R$ 100 bilhões, estavam destinados a mercados emergentes. Dividem-se entre US$ 17,5 milhões para a renda fixa e US$ 14,6 bilhões para ações. Esses recursos estão espalhados por cerca de 70 países, sem considerar Japão e Europa.

Sem medo da Lava Jato: para Mobius, boa parte dos efeitos da operação lava jato sobre o mercado já foram superados. segundo ele, as investigações fizeram com que as empresas avançassem muito rapidamente na melhora de sua governança corporativa
Sem medo da Lava Jato: para Mobius, boa parte dos efeitos da operação Lava Jato sobre o mercado já foram superados. Segundo ele, as investigações fizeram com que as empresas avançassem muito rapidamente na melhora de sua governança corporativa (Crédito:Marcelo D. Sants/Framephoto)

“Quando comecei na Templeton, em 1987, investíamos US$ 100 milhões em apenas seis países, e isso mostra como o mercado se diversificou ao longo desse período”, diz ele. Mobius estima a fatia investida no Brasil em US$ 1,2 bilhão. Ao longo das últimas décadas, ele enviou alguns bilhões de dólares para cá, e retirou outros tantos para realizar lucros. Nas carteiras de Mobius, hoje não faltam papéis de companhias como Itaú Unibanco, Itaúsa, Bradesco, BM&FBovespa e Lojas Americanas.

Nos 40 primeiros pregões de 2017, o fluxo de capital estrangeiro na bolsa brasileira foi de R$ 152,1 bilhões. Nesse período, o Ibovespa acumula alta de 11,27%, sendo 3,08% em fevereiro. Mobius, um investidor fundamentalista e de longo prazo, foi um dos motores dessa movimentação. O compromisso de Mobius com o Brasil vem desde 1990, quando comprou as primeiras ações da holding estatal Telebrás, que seria privatizada em 1998. Naquela época, ele se espantava com as condições precárias em que a economia brasileira funcionava.

DIN1008-mobius5Em seus livros, descreveu como tinha de sair dos hotéis em que estava hospedado e trocar dinheiro com doleiros nas ruas para poder pagar as contas, visto que o País não permitia que os comerciantes aceitassem cartões de crédito internacionais. A economia era fechada, os riscos eram altos, e os lucros também. “Em quatro anos, nosso investimento em Telebrás nos proporcionou um lucro de cerca de 60.” Mobius diz que seus fundos elevaram a participação em empresas brasileiras em cerca de 20% desde novembro passado, mas não divulga os próximos passos.

No entanto, sua avaliação para a economia está bastante mais otimista que a média. Para este ano, ele aposta em um crescimento de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Já para 2018, acha possível um crescimento de “mais que o dobro” dos 2,3% previstos pela média dos analistas de mercado. Como chegar a um avanço de 5%? “É uma estimativa um pouco maluca, mas não podemos nos esquecer que a base de comparação será muito baixa”, diz ele. Nos últimos tempos, Mobius tem mudado sua estratégia por aqui. Sua avaliação do encontro com Temer foi muito positiva.

Segundo ele, a adoção de medidas simples nas concessões de infraestrutura deve aumentar muito o rol dos interessados. Dentre elas, ele cita a ampliação do prazo de análise das propostas para 100 dias, em vez dos 30 habituais, e a publicação de todos os documentos na internet, traduzidos para o inglês. “Não há escassez de dinheiro para investir por aqui”, diz. Mobius considera a infraestrutura um negócio interessante, ainda mais agora com as melhorias na governança corporativa das empresas brasileiras decorrentes da Operação Lava Jato. “O efeito da Lava Jato está praticamente superado”, diz ele.

Os meandros de empresas como a Construtora Odebrecht não o assustam. O executivo é pragmático. “Em todo mundo, construção é um negócio sujo”, diz ele. Para Mobius, a Odebrecht é uma empresa com enorme capacidade técnica, que foi prejudicada pela falta de governança. “Ela realizou obras dificílimas na América Latina e na África, sabe operar em países emergentes e tem muita capacidade”, diz. E vai além: “Se a Odebrecht lançar ações na Bolsa, certamente irei avaliar a compra”. Relativamente baixo para os padrões americanos, o elegante Joseph Bernard Mark Mobius frequentemente dispensa a gravata, mas não abre mão dos paletós estilosos, quase sempre brancos ou de cor clara.

Ponte da Odebrecht na capital do Panamá para Mobius, apesar dos problemas com a Lava Jato, a companhia possui uma enorme capacidade técnica
Ponte da Odebrecht na capital do Panamá. Para Mobius, apesar dos problemas com a Lava Jato, a companhia possui uma enorme capacidade técnica (Crédito:Sergi Reboredo)

Nascido em 1936, filho de pai alemão e mãe porto-riquenha, ele é formado em comunicações e possui um PhD em Economia pelo Massachusetts Institute of Technology. A formação em comunicações faz com que ele seja muito menos avesso à mídia que a maioria de seus pares. Usuário freqüente do Twitter, blogueiro dedicado e entrevistado compulsivo, Mobius chegou a ter sua carreira registrada em uma história em quadrinhos em 2007. Não por acaso.

Antes de juntar-se à Templeton, aos 49 anos, ele trabalhou em diversas instituições financeiras, quase sempre na Ásia, e fundou uma empresa de consultoria em marketing que promovia, entre outros, o licenciamento de produtos ligados à personagem de quadrinhos Snoopy, do cartunista americano Charles Schulz. Sua base são os escritórios da Templeton em Cingapura, mas passa mais de 200 dias por ano voando, quase sempre em aviões de carreira. Se você quiser ver Mobius contrariado, inclua a palavra “aposentadoria” em alguma pergunta. “Não me aposento nem tiro férias porque eu não trabalho, só faço o que gosto”, diz ele.

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As estratégias de investimento de Mark Mobius

Especialista em mercados emergentes e com mais de quatro décadas de experiência na administração de recursos, Mark Mobius é um gestor avesso a grandes tacadas. Uma análise da carteira do Templeton Latin American Fund mostra bem isso. O fundo tinha um patrimônio de US$ 1,14 bilhão no fim de 2016. Desse total, quase metade correspondia a ações brasileiras.

As preferidas de Mobius são do setor bancário. As maiores participações, com quase US$ 90 milhões cada uma, são Itaú Unibanco PN e Itaúsa PN, holding que controla o banco. Em terceiro lugar aparecem os papéis do Bradesco, seguidos por BM&FBovespa, Lojas Americanas, AmBev e Brasil Foods (BRF).

Uma análise da carteira do fundo mostra que ele prefere se concentrar em grandes empresas. Nenhum dos papéis brasileiros está fora da carteira teórica do Índice Bovespa. Há poucas ações de tecnologia, com exceção da Totvs, e nenhuma das grandes estatais, como Petrobras, Banco do Brasil ou Eletrobras. “É uma carteira bastante conservadora, de empresas sólidas e em geral boas pagadoras de dividendos”, diz o analista financeiro Rafael Carneiro.

A estratégia de Mobius não se alterou muito ao longo das últimas quatro décadas. Sua abordagem evita grandes tacadas e muita concentração em poucos papéis. Isso garante bons retornos no longo prazo, e evita grandes solavancos. No ano passado, os fundos geridos por Mobius superaram as médias do mercado. Nos 12 meses até 31 de dezembro, o Templeton Latin American Fund rendeu 38,97% em dólares, aproveitando bastante da recuperação das ações brasileiras no ano passado. Toda a região apresentou um bom desempenho. O índice MSCI Latin America, calculado pelo banco de investimentos Morgan Stanley, rendeu 48,7% nesse período.

Grana do ‘Criança Esperança’ não chega às crianças

Renato Aragão é idealizador do Criança Esperança

Lucro da emissora impressiona e campanha de caridade gera crítica nas redes sociais.

O brasileiro costuma ser um povo “mão aberta” e muito generoso, especialmente quando o assunto é ajudar o próximo. No entanto, uma campanha realizada pela principal emissora do país, a Rede Globo de Televisão, está gerando enorme repercussão nas redes sociais. O ‘Criança Esperança’, idealizado pelo humorista Renato Aragão e pelo grupo que formava ‘Os Trapalhões’ chega a mais um ano de vida em 2016. Nos dias 2 e 3 de julho, acontece o chamado ‘Viradão da Esperança’, em que toda a programação estará voltada para a campanha, que já começa logo cedo, com uma edição especial do programa ‘Como Será?’. 

O que intriga a muitos é o fato da Globo pedir quantias em dinheiro ao invés dela mesma não ajudar ao projeto do ‘Criança Esperança’. Sobre essa polêmica, o canal já se defendeu diversas vezes. A parceria da rede de TV é com a Unesco, uma organização vinculada à ONU e todo o dinheiro do projeto vai diretamente para a conta dessa ONG que cuida dos interesses de crianças e adolescentes em todo o mundo. Além disso, a emissora apoia diversos projetos culturais e sociais através da ‘Fundação Roberto Marinho’ e de “braços” importantes, como o ‘Globo Teatro’. 

No entanto, toda a crítica gira em torno da receita milionária do Grupo Globo. De acordo com o jornalista Ricardo Feltrin, só no ano passado o canal lucrou R$ 2,35 bilhões. O número acabou caindo em relação aos últimos anos por conta da crise. Ainda não há uma perspectiva para o lucro desse ano. Em 2014, o valor líquido do lucro do grupo foi de R$ 2,5 bilhões. O faturamento da Organização, no entanto, seria bem maior. No ano passado, o ‘Criança Esperança’ conseguiu arrecadar através de brasileiros, já enfrentando a crise, R$ 22 milhões. Esse valor é menos de 1% do total do lucro líquido da emissora no mesmo ano. Daria para dizer que as Organizações do Grupo Globo lucraram mais de 100 vezes o valor que eles pedem para o seu programa de caridade. Por telefone, telespectadores podem doar entre R$ 7 e R$ 40. “Acho que para cada real doado a Globo deveria doar outros dois. Aí toda essa polêmica acabava”, sugeriu um internauta.

Fonte: BlastingNews

WikiLeaks divulga documento e prova que a Globo fica com 90% do dinheiro do Criança Esperança

Com informações do Wikileaks Promovida pela TV Globo em parceria com o Unicef – Fundo das Nações Unidas para a Infância -, a campanha já arrecadou R$ 122 milhões, em 18 anos, investidos integralmente no Brasil.
O Show do Criança Esperança completou 18 anos de alegria. Sob o comando de Renato Aragão, a festa de solidariedade teve a sempre presente Xuxa e muitos outros convidados como Sandy & Junior, Caetano, Angélica e Maurício Mattar.

WikiLeaks divulga documento que mostraria que a Globo fica com 90% do dinheiro do Criança Esperança. Confira abaixo o link para o documento e confira você mesmo.

Um documento publicado pelo site WikiLeaks, famoso por divulgar materiais e informações confidenciais de governos e empresas, registra uma investigação sobre o recebimento de verbas da campanha Criança Esperança da Rede Globo pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).

O documento pode ser encontrado no site do Wikileaks no endereço abaixo:

http://www.wikileaks.org/plusd/cables/06PARIS6225_a.html

Unesco

O documento, de 15 de setembro de 2006, revela um telegrama que teria sido enviado do escritório da Unesco em Paris, na França, para Washington, capital dos EUA. O material relata uma solicitação de reunião do então embaixador brasileiro na capital francesa, Luiz Filipe de Macedo Soares, com lideranças da entidade da ONU para discutir irregularidades ocorridas no escritório da Unesco em Brasília. Informações: Folha Brasil oficial

Fonte: Sempre Questione

O povo brasileiro está mais generoso


Muito embora nosso Projeto Corações Valentes não tenha recebido mais do que duas doações neste ano (2016), pelo menos os outros estão rindo à toa. É que o nosso projeto é voltado aos cardiopatas congênitos que, entre outras coisas, lidera o ranking de mortalidade infantil em quase todo o território nacional.

Como os cardiopatas congênitos custam muito caro, pois o tratamento deles passa necessariamente por cirurgias caríssimas, na maioria dos casos, fora exames, medicamentos, consultas constantes, etc., provavelmente o pessoal acha melhor deixá-los morrer que fica mais barato, né?

Espero que a famosa generosidade do povo brasileiro não seja só um mito.

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Mobilizar recursos, antes de mais nada, é mobilizar pessoas

pessoas

Quando o Obama foi eleito presidente dos EUA, em 2008, reunimos um grupo de pessoas ligadas às ONGs. Eram pessoas ligadas ao trabalho de mobilizar recursos em suas organizações. Aproveitamos para analisar o trabalho de mobilização de recursos realizado pela equipe do Obama. Um trabalho primoroso e realizado através de uma intranet no Facebook.

Estranhei que o fato da equipe da Hillary não ter utilizado a mesma metodologia de Obama. Pelo menos não foi realizado na mesma tecnologia e intensidade. Obviamente, dinheiro não era problema para ela, pois contava com os Bilderbergs para suprir o necessário. Isso, graças às ligações de Bill Clinton com essa gente, segundo informações obtidas junto ao pessoal da padaria.

Para que reunir doaçõeszinhas mixurucas de mão em mão quando dispomos de uma montanha de dinheiro?

Talvez, a resposta seja que eleições e misérias são ganhas com pessoas e não necessariamente só com grana. Pessoas doam, quando necessário. Trump convenceu pessoas, dizendo o que elas queriam ouvir. Pagou a maior parte da campanha com dinheiro próprio bolso.

Não liderarei nenhuma reunião de ONGs, dessa vez, mesmo porque sou carta fora do baralho. Diante da invasão liberal cínica e burra que invadiu o trabalho das ONGs, gente boa foi menosprezada. Afinal, eles é que entendem de misérias e miseráveis, pelo menos é o que pensam de si mesmos. Isso inclui as organizações cristãs, também, a meu ver.

Não bastará os recados dados pelo nosso povo nas ruas, este ano, o Brexit no Reino Unido e agora a escolha de Trump pelo povo norte americano. Para esses liberaiszinhos de meia tigela, a voz do povo não é a voz de Deus.

Meu futuro será em um asilo qualquer, não como captador, óbvio, mas como atendido, mesmo, se não me engano. Que meus futuros cuidadores se preparem, pois pretendo dar muito trabalho a eles.

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Consultor em Administração e Marketing para Organizações Cristãs

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